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Quem manda no BFA? A Unitel decide a 26 de Novembro
Em 26 de Novembro, Unitel convoca os accionistas para decidirem se passam a controlar o BFA ou deixam a Carrinho tornar-se o segundo accionista. Analisamos os dois cenários.
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Unitel e o BFA: o que está em jogo na AGE de 26 de Novembro A Unitel decide a 26 de Novembro se exerce o direito de preferência sobre os 33,35% do BFA que o BPI acordou vender ao grupo Carrinho. Se comprar, passa a deter cerca de 70% do banco. Se não comprar, a Carrinho torna-se o segundo accionista, quase ao nível da Unitel (36,90%). Nenhuma das opções é neutra: uma troca caixa por controlo, a outra preserva caixa e cede influência. O negócio em números Em Setembro de 2026, o BPI anunciou um acordo para vender 33,35% do BFA (5.002.500 acções) à Congolian Financial, do grupo Carrinho. O preço fixo é de 388,5 milhões de euros, a que se soma metade do dividendo do BFA de 2026 referente a essas acções. Item Valor Participação do BPI a vender 33,35% Participação da Unitel 36,90% Comprador Congolian Financial (grupo Carrinho) Preço fixo 388,5 M€ (345 M€ na conclusão, cerca de 43,5 M€ diferidos para Maio de 2027) Componente variável 50% do dividendo do BFA de 2026 sobre estas acções A venda depende de quatro condições: a não-objecção do BNA, a confirmação da CMC de que a Carrinho não tem de lançar uma oferta pública obrigatória, a autorização da CMVM e o não exercício, pela Unitel, do direito de preferência previsto no acordo de accionistas com o BPI ( Ver Angola , Expansão ). Segundo o O Telegrama, que cita a convocatória publicada no Jornal de Angola a 25 de Outubro, a Unitel reúne em Assembleia-Geral Extraordinária a 26 de Novembro e os accionistas com direito a voto decidem se avançam com a compra directa das participações do BPI no BFA. A Unitel é detida em 85% pelo Estado, através do IGAPE (35%) e da SNL (50%), e em 15% por investidores que compraram em bolsa. Se a Unitel comprar: controlo, a um preço elevado A Unitel passaria a deter cerca de 70,25% do BFA (36,90% mais 33,35%, soma nossa) e a controlar o segundo maior banco do país por activo. O que pode ganhar Controlo: decidir estratégia, administração e política de dividendos. Resultados: acesso a mais lucros de um banco rentável e, conforme a análise contabilística, possibilidade de consolidar as contas. Sinergias: ligação entre telecomunicações, pagamentos móveis e banca. Bloqueio: evita a entrada de um novo accionista relevante. O que pode custar Pagamento de até 388,5 M€ fixos, se as condições forem as acordadas entre BPI e Carrinho (a confirmar no pacto de accionistas), com impacto em caixa ou dívida. Menos capital disponível para investir nas telecomunicações. Maior concentração num único activo. Aprovações regulatórias do BNA e da CMC, e eventual obrigação de oferta pública, a verificar junto da CMC. Se a Unitel não comprar: caixa preservada, influência partilhada A Carrinho fica com 33,35% e a Unitel mantém 36,90%, uma diferença de 3,55 pontos percentuais entre os dois maiores accionistas. Mantém: os dividendos sobre 36,90%, a caixa e a ausência de endividamento adicional. Perde: a oportunidade de controlo e peso nas decisões estratégicas, podendo ter de negociar com um accionista quase do seu tamanho. Contexto: a Carrinho já tinha construído 7,61% do BFA na OPV, depois transferidos para fundos fechados geridos pela Oluasi. Não é claro se actuam em bloco com a Carrinho. O BPI sai em qualquer dos casos. O que muda é quem fica com a posição. O que ainda não sabemos Estes pontos não constam das fontes que consultámos e mudam a leitura do negócio. Os cinco pontos da AGE: só conhecemos o da compra, através do O Telegrama. Se a Unitel pode comprar ao mesmo preço e condições: depende do pacto de accionistas, que não é público. Como a Unitel financiaria o pagamento. Se ultrapassar 50% obriga a oferta pública: a análise é da CMC. A posição oficial da administração da Unitel. O que acompanhar O resultado da AGE de 26 de Novembro. A decisão da Unitel sobre exercer, ou não, o direito de preferência. A não-objecção do BNA e a confirmação da CMC. Os comunicados ao mercado sobre a data de conclusão do negócio. Leitura Prisma: a questão não é só se a Unitel pode comprar. É se o controlo do BFA compensa o custo de capital face ao que a empresa faria com esse dinheiro nas telecomunicações. Conteúdo meramente informativo. Não constitui aconselhamento de investimento. Fontes BPI chega a acordo com Grupo Carrinho para venda de participação no BFA, Ver Angola Carrinho compra 33,35% do BFA ao BPI, Expansão Publicação do O Telegrama no Instagram sobre a convocatória da AGE da Unitel (25 de Outubro de 2026)
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